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Incertezas Que Rondam as Economias Mundial e Brasileira

                                                   Jornal dos Economistas,  Corecon/Sindicon, Rio de Janeiro,  n. 361, Set. 2019,  p. 10-12.

Incertezas Que Rondam as Economias Mundial e Brasileira

                                                 Dercio Garcia Munhoz. Economista Emérito pelo Corecon-DF. Foi
                                                  Professor Titular de Economia da UNB. Ex-Presidente do Conselho
                                                     Federal de Economia e do Conselho Nacional da Previdência Social

As duas primeiras décadas no Século XXI registram modificações profundas na economia mundial, com reflexos tão amplos que avançaram no sentido de provocar alterações no equilíbrio global de poder econômico e político mundial, por mais de um século sob tutela americana. .

O fato inusitado observado mais recentemente foi proporcionado pela economia chinesa, que a partir dos primeiros anos do Século XXI passou a registrar um fenômeno extraordinário, quantitativo e qualitativo, tanto  no seio da própria economia como nas relações econômicas com o resto do mundo.  No aspecto quantitativo se destaca não apenas um crescimento do PIB real superior a 10,0% ao ano, uma vez que esse dinamismo já se verificava desde as duas ultimas décadas do Século XX;  a novidade é que o aumento da produção passara a incorporar mudanças estruturais na produção, com destaque absoluto para industrias tecnologicamente avançados. E paralelamente à presença marcante da industria de maquinas na arrancada produtiva, ocorre outro fato de extrema relevância, que foi o crescimento das exportações ligadas à nova matriz industrial  em todas as direções, e mais enfaticamente  para o mercado americano. (mais…)

V. In-Previdência – Decidindo Com Base em Dados Irreais, a Câmara Arrasa a Economia do País

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                                  In-Previdência 

(V) Decidindo Com Base em Dados Irreais, a Câmara Arrasa a Economia do País

Prof. Dercio Garcia Munhoz, Economista

A tramitação da reforma da previdência na Câmara teve um desfecho que trará conseqüências dramáticas.  Com a discussão fundada em dados irreais no que toca ao INSS urbano – que é onde as mutilações se concentram –  e em projeções  fantasiosas, e propositalmente aterradoras quanto futuro do sistema.  Uma onda panfletaria atormentou os parlamentares. No mínimo uma ousadia na propagação de riscos fictícios.

Poucas vezes, na historia da Câmara pós 1960, se terá visto algo semelhante.  Os deputados discutindo, como sob uma Espada de Dâmocles, acossados pelas promessas de  verbas bilionárias, e o fazendo baseados em  dados que os documentos oficiais desmentem categoricamente.  Basta examinar os números do INSS para se constatar que as receitas previdenciárias não só cobrem as aposentadorias e pensões urbanas (incluindo auxílios e benefícios acidentários), como entre 2000 e 2017 gerou um superávit próximo de R$ 400,0 bilhões. Apesar da crise. (mais…)

IV. In-Previdência – Servidores Federais. Uma Reforma Que Deforma

IV. In-Previdência – Servidores Federais. Uma Reforma Que Deforma

                                                            Dercio Garcia Munhoz.  Economista Emérito pelo Corecon-DF. Foi                                                             Professor Titular de Economia da UNB.  Ex-Presidente do Conselho Federal de Economia e do Conselho Nacional da Previdência Social

         Um tema como a previdência social mereceria um debate com base em informações transparentes, imparcialidade nas análises e conclusões fundamentadas. Infelizmente muito pouco daquilo que se poderia considerar como desejável está presente nas propostas que o Governo apresentou como base para apreciação legislativa. E ainda o fez sob uma saraivada de sufocantes mensagens publicitárias, como se fora o lançamento de algum novo produto no mundo comercial.

         São muitos os reparos que a postura do Governo – tanto o atual como o anterior – requerem.  Todos fundamentalmente atrelados ao desejo, implícito no discurso oficial e impossível de ser dissimulado, de que a população não venha a ter uma percepção clara do que realmente ocorre com a previdência social.  E nesse aspecto a questão previdenciária relacionada aos servidores federais merece um capitulo próprio.  Tal o nível de desinformação que a maquina oficial propaga sem pudor.

         Três são os aspectos principais que deveriam ser considerados na análise dos problemas previdenciários dos servidores civis da União, e na formulação de propostas visando eventuais reformulações: (mais…)

III. In Previdência – O Que Leva o  Governo  a  Querer Confiscar Trilhões dos Trabalhadores ? 

                                        In-Previdência

    III. O Que Leva o  Governo  a  Querer Confiscar Trilhões dos Trabalhadores ? 

                                               Dercio Garcia Munhoz.  Economista Emérito pelo Corecon-DF. Foi  Professor Titular de Economia da UNB.  Ex-Presidente do Conselho Federal de Economia e do Conselho Nacional da Previdência Social

   O Governo quer reduzir despesas.  E o caminho escolhido foi confiscar trilhões de reais dos trabalhadores, num esquema amplamente detalhado em documentos oficiais. Não deixando dúvidas sobre quais os alvos, e o montante da contribuição de cada grupo.  

   O que surpreende, todavia – mas não tanto – é que enquanto o Ministério da Economia busca reduzir pagamentos em valores próximos de R$ 4,5 trilhões em duas décadas (em moeda de  2019), postergando ou negando benefícios,  o mesmo governo gastou com juros, entre 2002 a 2018 e em valores de dezembro/18,  montante ainda maior – R$ 4,7 trilhões. Sim, perto de cinco trilhões de reais !  

     É inevitável, diante da proximidade de valores,  presumir que todo o açodamento governamental para avançar sobre o sistema previdenciário –  num movimento que  tanta ansiedade provoca no mercado financeiro e arredoresvisa efetivamente desviar recursos para cobrir parte da incontrolável conta financeira.  Dispêndio que não tem controles, não tem limites, independe do Orçamento.  (mais…)

II. In-Previdência – Com a Reforma Governo Quer Reter R$ 4,5 trilhões em 20 Anos !

                                     In-Previdência

         II.  Com a Reforma Governo Quer Reter R$ 4,5 trilhões em 20 Anos !

          A propaganda da reforma da previdência se sustenta num discurso dúbio, que pretende levar os trabalhadores a acreditar que se trata de um conjunto de mudanças para favorecer os mais pobres.  Daí o jargão que acompanha o discurso oficial:  quem ganha mais  paga mais,  quem ganha menos  paga menos. Ledo engano! 

           A redução de cinco Reais nas  contribuições mensais  ao INSS, para quem ganha o Salário Minimo,  é absolutamente irrelevante.    O que realmente interessa saber é nas costas de quem vai pesar a tão badalada economia de mais de R$ 1,1 trilhão nos primeiros 10 anos, ou os astronômicos  R$ 4,5 trilhões em vinte anos.    Afinal, economia do governo significa corte de gastos, e se alguém está deixando de pagar aposentadorias, abonos ou auxílios, evidentemente alguém vai deixar de receber.

         Como os trabalhadores vão contribuir para aquilo que significa, para uns apenas um verdadeiro esforço de guerra, e para outros uma clara, indiscutível  espoliação ?   Ora, simplesmente ao se verem impedidos de se aposentar na forma e tempo assegurados pela legislação atual; ou de ter acesso a alguns programas sociais  todos agora sob intenso e impiedoso bombardeio de certas elites. (mais…)